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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Rodoviários do DF mantêm greve e deixam 320 mil sem ônibus

Categoria quer 20% a mais no salário, prometido pelo GDF antes da Copa.
Secretário diz acreditar que sistema será normalizado no final desta tarde.


Ainda sem acordo sobre o pagamento do reajuste de 20% acordado entre empresários e o governo do Distrito Federal em junho, motoristas e cobradores das empresas Marechal, São José e Pioneira continuam de braços cruzados nesta quinta-feira (17). Elas são responsáveis por três das cinco bacias do sistema de transporte coletivo e atendem diariamente 320 mil pessoas. O Expresso DF também ficou sem rodar por causa do impasse.

A assessoria das empresas disse que havia um acordo inicial de que o valor a mais só seria pago 24 horas após a homologação da tarifa técnica - o que não ocorreu. Os responsáveis vão se reunir às 9h com o GDF para discutir uma solução.
O secretário de Transportes, José Walter Vazquez, diz que o problema deve ser resolvido no final da tarde. "Acredito que hoje tenhamos um acordo. O principal problema, a meu ver, é falta de comunicação. Houve uma interpretação por parte dos rodoviários e outra dos patrões", afirmou.
A falta de ônibus atinge 15 das 30 regiões administrativas, e há 1,6 mil coletivos a menos rodando na cidade. A paralisação começou na terça, com a Riacho Grande e a Cootarde, que fizeram o repasse ainda na quarta.
A paralisação atingiu as regiões do Gama, Paranoá, Santa Maria, São Sebastião, Candangolândia, Lago Sul, Jardim Botânico, Park Way, Brazlândia, SIA, Taguatinga, Guará, Águas Claras, Vicente Pires e Ceilândia.
Segundo o Sindicato dos Rodoviários, o reajuste deveria beneficiar cerca de 11 mil rodoviários, que  teriam aumento de 20% no salário, 20% no tíquete-alimentação e 40% na cesta básica.
De acordo com o sindicato, o salário incial de um motorista, que é de R$ 1,6 mil, vai pra R$ 1,9 mil com o reajuste. Já o tíquete-alimentação vai subir de R$ 347 para R$ 416, e a cesta básica, de R$ 140 para R$ 196.

Outra paralisação
No último dia 4 de julho, funcionários da Viação Piracicabana, responsável por uma das cinco bacias do transporte público no DF, também cruzaram os braços para protestar contra a falta de pagamento do reajuste salarial de 20%. Com isso, 417 ônibus pararam de atender moradores de Sobradinho, Cruzeiro, Sudoeste, Planaltina e Asa Sul. A empresa atende 201 mil pessoas por dia.

O pagamento aos funcionários é feito sempre nos dias 5 de cada mês, mas, de acordo com o Sindicato dos Rodoviários, o de julho havia sido antecipado. “A categoria acreditou que receberia com reajuste, como combinado, mas isso não aconteceu. Enquanto não resolverem, não voltamos a rodar”, disse o diretor de imprensa da organização, João Jesus de Oliveira.

No mesmo dia, motoristas e cobradores da Pioneira, que atende passageiros da bacia 2, cruzaram os braços. O lote é composto pelas regiões do Gama, Paranoá, Santa Maria, São Sebastião, Candangolândia, Lago Sul, Jardim Botânico, e parte do Park Way.
Bacias de transporte público
O sistema de transporte público do DF foi dividido em cinco bacias. A primeira delas é de responsabilidade da Viação Piracicabana e atende o Plano Piloto, Sobradinho, Planaltina, Cruzeiro, Sobradinho II, Lago Norte, Sudoeste/Octogonal, Varjão e Fercal.
A bacia 2 conta com 640 ônibus e atende Gama, Paranoá, Santa Maria, São Sebastião, Candangolândia, Lago Sul, Jardim Botânico, Itapoã e parte do Park Way. A bacia 3 tem uma frota de 483 ônibus e atende Núcleo Bandeirante, SamambaiaRecanto das Emas, Riacho Fundo I e Riacho Fundo II.
A  bacia 4 conta com 464 veículos, que atendem parte de Taguatinga, Ceilândia, Guará, Águas Claras e parte do Park Way. A bacia 5 é responsável por Brazlândia, Ceilândia, SIA, SCIA, Vicente Pires e parte de Taguatinga e terá 576 coletivos.

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