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terça-feira, 12 de abril de 2016

SAÚDE DO MOTORISTA


Saúde do Motorista
De que adoecem e morrem os motoristas de ônibus?
    Quem anda de ônibus sabe bem. Reclama-se muito do humor — ou melhor, do mau-humor — dos motoristas do transporte coletivo. No dia-a-dia, no vaivém das grandes cidades, são comuns os comentários sobre uma suposta má vontade, que seria típica desses profissionais. Poucos questionam as razões desta situação. 
        Fala-se ainda que os motoristas do transporte público muitas vezes se recusam a parar nos pontos de ônibus quando os idosos fazem o sinal, porque os idosos têm direito à gratuidade. Dizem que correm demais, que freiam bruscamente, que são apressados no embarque e desembarque dos passageiros.
        Sob estresse e a infâmia eles estão ali, conduzindo o carro que sacoleja, faz barulho, está lotado e parado no trânsito caótico. No entanto, a solidariedade entre os trabalhadores pressupõe apoio a essa categoria profissional que, como outras, organiza-se, corre atrás dos direitos e de outras conquistas tão necessárias, tão urgentes não apenas para os profissionais, mas para todo o povo trabalhador.
         Além do estresse diário compartilhado por todos — motoristas, cobradores e passageiros — os profissionais do volante são submetidos a condições e rotinas de trabalho que, num grau tão elevado como em determinadas profissões urbanas, causam doenças graves e até a morte.
         De que adoecem e morrem os motoristas de ônibus? Esse é o título de um estudo publicado na Revista Brasileira de Medicina do Trabalho, realizado pelo Dr. Éber Assis dos Santos Júnior, médico especialista em Clínica Médica e em Medicina do Trabalho, também diretor técnico da Unidade de Pronto Atendimento Médico da Prefeitura de Belo Horizonte.
          O Dr. Éber demonstra que o exercício da profissão, nas atuais condições de trabalho desses motoristas de ônibus, é altamente prejudicial à saúde, causando inúmeras formas de sofrimento físico e mental, adoecimentos frequentes e morte prematura, explorados que são em todos os sentidos.
          Revendo a literatura médica dos últimos 15 anos sobre os danos causados à saúde dos motoristas, o Dr. Éber constatou que essa categoria é submetida a fatores tão degradantes na rotina profissional que seus integrantes chegam a estar expostos a todos os tipos de doenças relacionadas ao trabalho.

         Exploração e difamação

        A Nova Democracia abordou o tema através do relato dos desrespeitos e humilhações sofridos pelos motoristas Hélio Rodrigues, José Martins Rodrigues e Vicente Ferreira Leite. Esses relatos foram extraídos de um levantamento feito pelo Sindicato dos Rodoviários de Belo Horizonte, o mesmo que organizou a categoria nas jornadas de lutas da campanha salarial e contra os desmandos das famílias que controlam o oligopólio das empresas rodoviárias da capital mineira .
        As péssimas condições de assistência médica, o estresse constante, o estado precário de conservação dos ônibus, a longa jornada de trabalho, os altos níveis de ruído e calor e a exposição prolongada a poluentes químicos. Esses são alguns dos fatores que ameaçam diretamente a saúde desses trabalhadores.
        A triste constatação é também um agravante que torna ainda mais indecente a atitude difamatória dos governos e do patronato, inclusive do seu monopólio nos meios de comunicação. De braços dados, tentam jogar a população contra os motoristas urbanos e rodoviários, desqualificando a categoria frente ao povo sempre que ela se organiza e entra em greve evidenciando algumas de suas justas e incontornáveis reivindicações.
        Alguns pesquisadores a consideram "uma das mais insalubres e estressantes profissões". Os motoristas sofrem um nível de estresse no trabalho muito acima da média. Demonstraram que eles estão submetidos a riscos maiores de desenvolver doenças coronarianas. Foram comparados os níveis de tensão da população em geral com o desses profissionais — e com exames de tensão arterial deles próprios antes da admissão nas empresas rodoviárias. O resultado indicou que o nível de hipertensão arterial dos motoristas é significativamente maior.
   

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sábado, 12 de março de 2016

Ministério Público do DF denuncia seis por licitação de ônibus em 2011

Gestores do processo e empresários compõem lista obtida pela TV Globo.
Denunciados dizem não ter conhecimento; TJ anulou contratos em janeiro.

Do G1 DF
Veículos da empresa Urbi, contratada na última licitação de ônibus no DF (Foto: Agência Brasília/Reprodução)Veículos da empresa Urbi, contratada na última licitação de ônibus no DF (Foto: Agência Brasília/Reprodução)
O Ministério Público do Distrito Federal ofereceu denúncia contra seis pessoas envolvidas na licitação que renovou a frota de ônibus da capital, a partir de 2011, incluindo três ex-gestores públicos que atuaram no processo. A concorrência é investigada por uma CPI na Câmara Legislativa e foi anulada por uma decisão judicial, em janeiro.

Do setor privado, as denúncias citam dois gestores da Auto Viação Marechal – Marco Antônio Gulin e Délfio José Gulin – e o advogado Sacha Reck, que atuou como consultor da licitação dos ônibus, mas tinha envolvimento com a mesma empresa.
Segundo informações da TV Globo, foram denunciados o ex-secretário de Transportes e atual diretor da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico (Adasa), José Walter Vazquez, o ex-coordenador de projetos da licitação José Augusto Pinto Júnior e o ex-presidente da comissão de licitação Galeno Furtado Monte.
Vazquez, Reck e Monte afirmaram à TV Globo que ainda não tinham tomado conhecimento das denúncias até a manhã desta quinta-feira (10) e apresentariam defesa no processo. Pinto não atendeu às ligações. Pela assessoria de imprensa, a Marechal informou que ainda não teve acesso à denúncia.
Entre os crimes atribuídos ao grupo estão fraude à competitividade da licitação, advocacia administrativa em licitações (defender interesses privados na competição pública) e usurpação da função pública. O Ministério Público diz, nos documentos obtidos pela TV Globo, que "os contratos vigentes trazem prejuízos diários ao DF".
Suspensão
A anulação da concorrência foi definida pela 1ª Vara de Fazenda Pública no fim de janeiro. O GDF recebeu prazo de 180 dias para contratar novas empresas. Segundo o juiz Lizandro Gomes Filho, o advogado Sacha Reck, que fez parte da comissão de licitação, atuou "ilicitamente na gestão e consultoria" do processo. O magistrado também cita "relação entre os sócios e diretores" de empresas.
No processo judicial, o governo disse que a licitação respeitou os "princípios norteadores da administração pública". A Procuradoria-Geral apresentou embargos de declaração à sentença, que ainda não foram julgados. O recurso serve para esclarecer pontos da decisão e suspende o prazo estabelecido pela Justiça.
Reck nega as irregularidades, diz ter provas de que o processo ocorreu de maneira legal e que ainda não teve oportunidade para se defender.
Ônibus parados na rodoviária do Plano Piloto, em Brasília, durante protesto de trabalhadores do transporte (Foto: Gustavo Schuabb/G1)Ônibus parados na rodoviária do Plano Piloto, em Brasília, durante protesto (Foto: Gustavo Schuabb/G1)
“Eu respeito a decisão do juiz, mas discordo das suas conclusões porque minha contratação não foi irregular, eu não cometi nenhum ilícito no processo e muito menos atuei de forma imoral ou desonesta. Tenho provas disso, mas infelizmente não tive oportunidade de apresentá-las nesse processo, pois não me ofertaram possibilidade nenhuma de defesa.”
A decisão do magistrado acolhe um parecer do Ministério Público, de 2013, que apontou as supostas irregularidades do processo. Segundo o MP, os envolvidos participaram de um esquema para favorecer grupos de empresas no certame. A estimativa do órgão é de que as empresas faturariam R$ 10 bilhões em dez anos, prazo da concessão, que pode ser renovada por igual período.
O juiz Gomes Filho qualificou o suposto esquema como um “agir inescrupuloso de um projeto de burla à moralidade, que se constituiu muito antes da abertura da licitação e aceitou que uma pessoa interessada, alheia aos quadros públicos, opinasse e gerenciasse a concorrência”.
Consultoria
Reck, que trabalhou na elaboração do edital de licitação do transporte público do DF, é suspeito de favorecer empresas da família Constantino, de Brasília, com quem já teve relacionamento comercial. O escritório de advocacia do qual Reck era sócio na época da licitação foi um dos alvos da 18ª fase da Operação Lava Jato.
Os ministérios públicos do DF e das cidades de Apucarana (PR) e Guarapuava (PR) investigam desde 2013 um suposto esquema de favorecimento em licitações a empresas de transporte público ligadas a família Constantino, que controla a companhia aérea Gol, e também a família Gulin, do Paraná.
Os estudos de logística e edital de licitação do transporte público dessas três localidades foram elaborados pela Logitrans, empresa que tem entre seus sócios os consultores Garrone Reck e um filho dele, Alex Reck.
Sacha Reck, um outro filho de Garrone, já defendeu os interesses das famílias Constantino e Gulin, ligadas aos vencedores das licitações no DF, em Apucarana e Guarapuava (veja arte).
Onde atuam as empresas suspeitas de irregularidades no transporte público  (Foto: Editoria de arte/G1)Onde atuam as empresas suspeitas de irregularidades no transporte público (Foto: Editoria de arte/G1)
Segundo o juiz Gomes Filho, a atuação de Sacha "maculou todo o processo licitatório". "A atuação do advogado Sacha Reck, sem nenhuma dúvida, sempre foi direcionada a uma contratação viciada", diz o magistrado.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

CUIDADO!





MUITO CUIDADO!AUTO CONFIANÇA PODE LHE CUSTAR MUITO CARO!E AS EMPRESAS ESTÃO PRONTAS PARA PUNIR.NUNCA CONFIE NOS FREIOS,OU NO CARRO SÓ PORQUE É NOVO!SE ESTÁ CHOVENDO TENHA MUITA CAUTELA.


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