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quinta-feira, 17 de julho de 2014

GDF negocia, mas não descarta ir à Justiça contra greve no transporte

GDF e empresas discutem reajuste da tarifa técnica e jornada de trabalho.
Três viações estão paradas nesta quinta-feira; greve afeta 320 mil pessoas.


Do G1 DF
O secretário de Transportes do DF, José Valter Wazquez (Foto: Raquel Morais/G1)O secretário de Transportes do DF, José Valter Wazquez,
em entrevista sobre a greve dos rodoviários
(Foto: Raquel Morais/G1)
O secretário de Transportes do Distrito Federal, José Valter Wazquez, criticou a postura de empresários e rodoviários e afirmou ter esta quinta-feira (17) como data-limite para encerrar a greve, que deixou 320 mil pessoas sem ônibus nos dois últimos dias. Ele discute com empresários do setor uma solução para a greve em reunião que teve início da manhã e que não havia sido concluída até as 12h. Ao G1, o secretário não descartou a possibilidade de o GDF recorrer à Justiça caso não haja um acordo para pôr fim à greve.
Os motoristas e cobradores pararam duas vezes durante a Copa do Mundo e iniciaram uma greve na terça para cobrar o pagamento do reajuste salarial de 20% acordado em junho. Os patrões querem do GDF definições em relação ao reajuste da tarifa técnica – subsídio passado pelo governo para custear passagens –, combate à pirataria e jornada de trabalho para então pagar o reajuste.

“A tendência é de que ela [tarifa técnica] tenha um reajuste, sim. Isso varia de empresa para empresa. Esse aumento deve ocorrer quando terminarmos os cálculos. Essa discussão entra na pauta de hoje", explicou o secretário ao G1. "Temos 60 dias para elaborar a proposta e então receber a avaliação deles. As datas de início do estudo variam de uma para outra, mas o importante é que estamos tentando agilizar e ter isso o quanto antes
Os representantes da Marechal, São José e Pioneira também querem que os motoristas cumpram 36 horas semanais, em vez de seis horas por dia – isso evita, por exemplo, que os que fazem linhas longas e levam três horas e meia para ir e voltar de um ponto fiquem impedidos de fazer a segunda viagem.O impasse entre rodoviários e empresários se dá por conta do prazo para pagamento do reajuste, disse Vazquez. "O problema de não se ter isso por escrito, assinado, é que cada um entende de um jeito. Os empresários interpretaram que esse repasse aconteceria depois [da homologação da tarifa técnica], enquanto os funcionários querem logo. Cada parte desse triângulo está medindo força, isso é inegável. O governo está tentando evitar que essas forças prejudiquem o usuário. Esse é o único papel do governo.", disse.
Os empresários também pedem ações para evitar o transporte pirata, que afirmam ser responsável por perdas nos lucros.

"Acho que demanda tempo e um pouco de boa vontade das duas partes em chegar a um acordo. Em alguns momentos o governo tem o papel de aguardar que as partes cheguem a um acordo. Esse aguardar não pode ser muito longo. O empresário precisa entender que, quando você faz um contrato de dez anos, você ganha dinheiro nos dez anos e não logo tudo no primeiro. E o rodoviário tem que se ver como o prestador de um essencial, que não pode ser objeto de barganha" declarou.
Justiça
O secretário disse que, caso o impasse prossiga e os rodoviários decidam estender a paralisação, o GDF vai "usar outros instrumentos" para tentar encerrar a paralisação. Ele não revelou que medidas o governo vai adotar, mas não descartou a possibilidade de levar o caso à Justiça.

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