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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Nota sobre a paralisação dos rodoviários-setransp

 Leia a íntegra da nota do Setransp

Os empresários de transporte coletivo urbano de Brasília amargam cinco anos de perdas provocadas por decisões políticas demagógicas e equivocadas que construíram a necessidade de um reequilíbrio financeiro e orçamentário da ordem de 62%.

Mesmo operando no vermelho, as empresas mantiveram todos os benefícios cedidos aos rodoviários nas negociações que ocorreram entre a categoria e os empresários ao longo dos mesmos cinco anos em que a tarifa de ônibus do Distrito Federal manteve-se irresponsavelmente congelada.

Os salários previstos para pagamento no domingo foram adiantados e pagos de sexta-feira para sábado. Assim como o auxílio alimentação, o adicional de produtividade e todos os demais benefícios vencidos com o fim do acordo coletivo, na última data base dos trabalhadores.

Mesmo assim, e a despeito da insatisfação e dos graves transtornos aos usuários, o Sindicato dos Rodoviários arbitrariamente conduz paralisações que não encontram eco no espírito público e de coletividade que se espera de instituições democráticas.

Desde 1º de janeiro de 2006 não há reajuste das tarifas de ônibus em Brasília, mas, enfatizamos, neste mesmo período os salários dos rodoviários, mais benefícios, representaram um aumento de custos de 46%, sem falar que a carga horária da mão de obra do sistema foi reduzida, representando um aumento de custos de cerca de 11%.

São conquistas justas para a categoria. Reconhecemos isso e, mesmo amargando uma situação de prejuízo, com o Índice de Passageiros por Quilômetro (IPK) mais baixo do Brasil, em torno de 1,08, mantivemos o pagamento dos benefícios negociados em anos anteriores.

O sistema de ônibus de Brasília registra a menor Receita por Quilômetro e o menor Receita por Ônibus do País (REC/KM; REC/Frota, respectivamente), apesar dessa situação adversa, os rodoviários entre os mais bem pagos do País.

Por este motivo, entendemos antidemocrática, demagógica e completamente despropositada a paralisação dos rodoviários. Trata-se de decisão arbitrária, intempestiva e desprovida de espírito público e de coletividade. De nossa parte, manteremos abertas as justas negociações e faremos o possível para manter a ordem e o serviço de boa qualidade aos usuários.

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