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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Rodoviários do DF ameaçam cruzar os braços na manhã da próxima sexta-feira


Os trabalhadores alegam perdas por conta da inflação registrada desde o ano passado e pedem a renegociação da data base, de maio de 2013

Publicação: 02/06/2014 06:00 Atualização:

Em abril, rodoviários bloquearam as saídas da Rodoviária para reivindicar melhores condições de trabalho  (Breno Fortes/CB/D.A Press - 17/4/14)
Em abril, rodoviários bloquearam as saídas da Rodoviária para reivindicar melhores condições de trabalho

A exemplo do que ocorreu em outras capitais, São Luís, São Paulo e Rio de Janeiro, os rodoviários do Distrito Federal ameaçam cruzar os braços na manhã da próxima sexta-feira, a menos de uma semana para a abertura da Copa do Mundo. Desde ontem, a categoria está em indicativo de greve pelo reajuste salarial de 20% pleiteado nas concessionárias do transporte público urbano. Segundo contagem do Sindicato dos Rodoviários, cerca de 4 mil trabalhadores se reuniram ontem, às 9h, no estacionamento do Conic, para deliberarem sobre a ameaça de greve. Caso não sejam recebidos para negociações pelos patrões, eles poderão parar por tempo indeterminado. Os rodoviários discutirão essa possibilidade em nova reunião, no domingo.

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Os trabalhadores alegam perdas por conta da inflação registrada desde o ano passado e pedem a renegociação da data base, de maio de 2013. No total, cerca de 11 mil profissionais atuam no sistema rodoviário do DF. Atualmente, cinco empresas operam o transporte público da capital. Durante a troca das antigas 13 concessionárias, muitos motoristas e cobradores foram demitidos sem receber os valores das rescisões contratuais, o que causou dificuldades para o governo em cumprir a promessa de manter o emprego deles nas novas companhias. A saída foi a aprovação de uma lei que permitiu ao governo quitar parte dessas rescisões com recursos próprios para, assim, possibilitar a imediata contratação desses trabalhadores e a posterior cobrança às empresas. Quem não teve acesso à rescisão deverá receber a primeira parcela do benefício este mês e a segunda, em setembro.

Segundo o assessor de imprensa do Sindicato dos Rodoviários, João Jesus de Oliveira, um acordo chegou a ser construído com o governo. Do pedido inicial de reajuste de 32%, acumulado desde 2013, os rodoviários concordaram em reivindicar 20%. “O GDF está ajudando nas negociações e tem se mobilizado para convencer as empresas, no entanto, elas não se manifestaram até agora. Desde o mês passado, realizamos mais de 10 reuniões para deliberar sobre o assunto e não notamos nenhuma força de vontade dos patrões em nos atender”, diz. Caso a greve seja deflagrada, ficarão comprometidas apenas as linhas que operam no Distrito Federal.

Um comentário:

  1. Só papo, os rodoviários daqui não são iguais aos de SP, morrem de medo de perderem seus empregos e acabam deixando seus direitos de lado, daí vão trabalhar de mal humor, descontando nos passageiros, complicado isso.

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