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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Após acordo, GDF prevê até 400 novos rodoviários na segunda

 

Empresa e sindicato se reuniram na quarta; há outro encontro nesta quinta.
Sem profissionais, capital do país tem cerca de 500 ônibus parados.

Do G1 DF

Ônibus parados durante paralisação relâmpago no DF (Foto: Isabella Formiga/G1)Ônibus parados durante paralisação relâmpago no
DF (Foto: Isabella Formiga/G1)
O presidente da TCB, Carlos Alberto Koch, disse nesta quinta-feira (27) que 400 motoristas e cobradores devem passar a reforçar o novo sistema de transporte público do Distrito Federal a partir da próxima semana. A ideia é que eles, que já foram demitidos pelas empresas que controlavam o serviço anteriormente mas ainda não receberam rescisão salarial, sejam amparados por uma ação do Sindicato dos Rodoviários junto à Justiça. Ainda de acordo com Koch, a capital do país tem cerca de 500 ônibus parados por falta de motoristas e cobradores para conduzi-los.
Em reunião nesta quarta, a Marechal se comprometeu a contratar os 200 ex-funcionários que estavam impedidos de trabalhar por não terem tido baixa na carteira de trabalho. Para isso, o sindicato vai entrar nesta quinta ou sexta com uma ação trabalhista solicitando o rompimento do contrato com o empregado anterior.
“Eles alegam o risco de sucessão de débitos trabalhistas, mas, com essa ação, ele fica afastado”, afirmou Koch. “A partir disso, podemos fazer a convocação imediatamente.”
Nesta quinta, o GDF vai intermediar uma reunião entre a Viação São José e os rodoviários com o mesmo tema. O presidente da TCB afirma que o resultado deve ser o mesmo, terminando com a recontratação de outros 200 rodoviários.
Greve por 24 horas
A categoria encerrou às 4h desta quarta uma paralisação que afetou as regiões do ParanoáSão Sebastião, Santa Maria e Gama por 24 horas. Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários, João Osório, a ação reuniu 2,5 mil funcionários que trabalhavam nas empresas Planeta, Pioneira, Cidade Brasília e Satélite, do grupo Constantino.
A Viação Pioneira, única do grupo que continua operando, afirma que não tem condições de quitar as dívidas trabalhistas, mas informou que vai convocar os rodoviários para recolocá-los em outras linhas.
R$ 120 milhões
Em 22 de outubro, os deputados distritais aprovaram em plenário o projeto de lei que permitiria ao GDF pagar as rescisões trabalhistas dos rodoviários dispensados pelas empresas que estão deixando o sistema de transporte público. O repasse total seria de R$ 120 milhões.
A iniciativa foi contestada pelo Ministério Público. O promotor de Justiça Antônio Suxberger afirmou que os deputados não poderiam criar despesa para o transporte público, o que é vedado pela Lei Orgânica do DF.
No dia 17 de dezembro, o Conselho Especial do Tribunal de Justiça acatou em caráter liminar a contestação do MP. Não há prazo para o julgamento do mérito

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